terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quarto dia

V. Vinde, Senhor, em meu auxílio.

R. Senhor, apressai-vos em socorrer-me.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

MEDITAÇÃO
Pode-se ter em Maria uma extrema confiança

Há graus na virtude; mas, não os há na confiança que devemos depositar em nossa boa Mãe, porque esta confiança deve assemelhar-se à que lhe testemunhou Jesus Cristo na Terra. Tendo recebido a vida de Maria, entregou-se cegamente a seus cuidados, deixando-a pensar e agir por ele. Manifestou a mais absoluta submissão à sua vontade: e morrendo na cruz, buscou em seu olhar uma última consolação.
Jesus quer que o imitemos  em seus afetos para com sua Mãe. Ele unia por tal forma Maria à sua pessoa, que ela considerava como suas as afeições, as penas, as consolações de Jesus. Ora, Maria, amando-nos com o mesmo amor com que nos ama Jesus, nossas aflições, nossas mágoas tornam-se suas. Uma mãe terna, amorosa, sofre mais das dores que vê um filho sofrer, do que se fosse ela mesma atingida por essas dores. Por conseguinte, Maria sofre muito mais do que nós pelas provas e penas que nos afligem. Com que viva compaixão não desejaria nos aliviar? E por que não o faria, se para isso tem todo o poder? Não podemos duvidar de sua bondade. Poderíamos recear, seguindo o exemplo de Jesus exagerar a nossa confiança em Maria? Nosso Senhor quer que tenhamos em Maria tanta confiança quanta temos nEle, a fim de que nossos sentimentos para com sua Mãe sejam iguais aos seus. Jesus parece ter empenho em excitar a nossa confiança por todas as graças temporais e espirituais, que concede por intercessão de sua Mãe, e lhe diz com mais verdade do que Salomão a Betsabé: Pedi, minha Mãe, e tudo vos será concedido. Devemos, pois, temer muito mais que a nossa confiança em Maria não se harmonize com a de Nosso Senhor, do que temer exagerá-la. Se não sabeis até onde podereis levar vossa confiança em sua poderosa bondade, ficai-vos nessa regra segura: contanto que em nossos pensamentos  coloquemos Maria logo abaixo de Nosso Senhor Jesus Cristo, podemos elevá-la tão alto quanto desejarmos.
Sua bondade e sua grandeza não tem comparação possível, excetuando Deus. De seu poder ainda temos uma ideia superior, elevação de sua pessoa, porque Jesus pôs nas mãos de Maria tudo quanto Deus Pai lhe concedeu. O que, pois, não devemos esperar de Maria, onipotente por Jesus Cristo, que , como Deus, é a própria onipotência?
Peçamos a Maria para interceder por nós, a fim de que a sua prece supra a insuficiência de nossa súplica. Rogar por esta forma, não é faltar-lhe com a nossa confiança, mas confessar a nossa indignidade.
Tenhamos para com Maria pensamentos dignos do amor que ela nos tem, dignos dos cuidados que ela tem por nossa salvação. Não embarecemos sua bondade, mostrando falta de fé em seu poder. Não esqueçamos que ela pode tudo quanto quer... Ousemos pedir-lhe tudo, tudo quanto for digno e bom... e esperemos tudo de sua maternal ternura, porque ela nos permite tudo arrancarmos de seu coração misericordiosíssimo.

Oração
Virgem Imaculada, sede nosso refúgio em todos os perigos da alma e do corpo. Não permitais que, por minha negligência em vos pedir, eu sinta diminuir minha confiança em vós, tão necessária para minha salvação. Eu sou um miserável; mas, longe de desconfiar de vossa bondade, venho expor-vos minhas necessidades e suplicar o vosso socorro. Recomendo-vos em particular... ( a intenção da novena)
Suplico-vos me concedais esta graça, se for para glória de Deus. Mas, sobretudo vos suplico me façais desejar o que me quereis dar. Sabeis o que convém à minha alma; qual a vontade do Senhor. Sujeito minha vontade à de Deus e à vossa. Peço-vos, principalmente, conceder-me duas graças: a de amar ardentemente Nosso Senhor, e a de recorrer sempre a vós, para ser sempre assistido de vosso perpétuo socorro.

(Rezam-se 9 Ave- Marias)

Exemplo

Nossa Senhora do  Perpétuo Socorro manifestou a sua maternal bondade ao padre Hall, redentorista. Estava ele, havia anos, sofrendo de extrema fraqueza, quando caiu gravemente doente. Os seus confrades começaram uma novena a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro  por sua intenção. A princípio, a Santa Virgem quis experimentar-lhes a fé, pois chegaram ao fim da novna sem o doente ter experimentado melhoras; pelo contrário, o seu estado era cada vez pior, tanto que, no nono dia, o superior julgava a cada instante vê-lo entrar em agonia. No dia seguinte, pela manhã, ao toque das Ave- Marias, manifestou-se no moribundo uma estranha revolução. " Senti, conta ele, como se uma vida nova se insinuasse em todos os meus membros". Na mesma ocasião, levantou-se, foi celebrar a missa e entregou-se, como se nunca tivesse estado doente, às suas ocupações de costume. Foi, depois, pregar missões na Irlanda, com grande fruto.
A devoção a Maria é um penhor seguro de salvação.

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